ILÊ IFÉ: O COMÉRCIO

A posição geográfica de Ifé foi decisiva para o seu desenvolvimento comercial. Em razão disso, o reino de Ifé tornou-se um importante entreposto dos produtos da savana, da floresta e do litora.

Ilê Ifé comercializava produtos de ferro, como espadas facões, pontas de lança e de flechas e produtos agrícolas. Também era grande a produção e a venda de contas de pedra e de vidro. Em termos de gêneros alimentícios, grande era o comércio de inhames, peixe seco, sal, dendê, obis (noz de cola), pimentas e gomas. Madeiras, ouro, marfim e objetos de artesanato, eram vendidos até mesmo para o exterior. Contudo, o maior e mais rentável negócio comercial, era a venda de escravos. Há milhares de anos, fazia parte da cultura dos povos (inclusive os africanos) a compra e a venda de inimigos, criminosos e devedores como escravos.

Vale dizer que no centro de Ifé, desde sua construção, estrategicamente Olunwi (que mais tarde passou a ser chamado de Odududua) reservou espaço e fez erguer um grande mercado, a exemplo de sua experiência e de sua origem aksumita.

Era costume que todo o comércio rendesse taxas ao rei local. Assim, o mercado ativo e variado seria garantia de riqueza perene ao oba e ao seu povo.

Evidentemente que a influência cultural dos aksumitas e meroítas que migraram para Okeorá e posteriormente fundaram Ifé, foi determinante para o sucesso do planejamento da nova terra. Estes povos eram acostumados às grandes e belas cidades e ao comércio extremamente desenvolvido, como Aksum, Meroé, Meca, Adulis e Aden.